Medo
Sempre me dispus como violento, iracundo e reativo.
Pronto a bater, cuspir, chutar e a correr.
Tatear sangue nunca foi um problema, até gosto de admirar a sua cor rubro, um vermelho ímpar.
Um prazer sádico no espelho do masoquista.
No entanto, quero expressar que a balbúrdia foi por medo, tudo por medo.
E como eu odeio o medo, queria só viver e conviver com o medo.
Sem querer controlar ou dizimar, mas não temer o medo apenas.
Conversar com ele e entender os medos que o assombram.
Estamos juntos como uma simbiose desarmônica, só peço paz ao meu medo.
